onze amigos
onze amigos é um grupo rotativo e cuidadosamente selecionado que oferece ao artista residente um ponto de entrada significativo para a comunidade artística de São Paulo. O onze amigos é dividido entre amigões e amigos. Enquanto os amigos são pessoas escolhidas especificamente para cada ciclo, os amigões acompanham todas as residências, retornando a cada novo artista.
Juntos, amigões e amigos garantem que cada residente deixe a casa com uma compreensão mais profunda da cidade e de sua pulsação criativa. Seja por meio de visitas a ateliês, encontros informais ou apresentações a figuras importantes do meio cultural, o comitê ajuda a integrar os residentes à vida criativa da cidade de maneira orgânica e significativa. Com sua experiência, perspectiva e presença, nossos artistas residentes passam naturalmente a fazer parte da cena cultural paulistana.
amigões
Os amigões estão presentes em todos os ciclos, garantindo a continuidade de nosso programa através dos contextos de diferentes artistas.
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Flávia Cardoso
artist liaison
Flávia Cardoso Suzuki é profissional do setor das artes, com experiência em gestão de galerias, relacionamento com colecionadores e arte contemporânea. Atualmente, é diretora da Mitre Galeria, em São Paulo, onde lidera a estratégia comercial da galeria e o relacionamento com artistas, promovendo conexões entre artistas, colecionadores e instituições.
Anteriormente, atuou como Head de Relações VIP da SP–Arte, a principal feira de arte da América Latina, onde coordenou o programa VIP e desenvolveu parcerias estratégicas com importantes colecionadores, museus, fundações e organizações culturais. É mestre em História da Arte pela Sapienza Università di Roma, tendo concluído o curso com distinção (cum laude) em 2022. Durante sua estadia em Roma, integrou a equipe da T293 Gallery, onde foi responsável por vendas internacionais e comunicação, contribuindo para a presença global da galeria e seu relacionamento com uma rede internacional de colecionadores e profissionais da arte.
Combinando rigor acadêmico e experiência prática no mercado de arte, tanto no Brasil quanto na Europa, Flávia traz uma perspectiva internacional para o ecossistema da arte contemporânea.
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Rodrigo Freire
chef
Rodrigo Freire, o Preto. Nascido e criado em Salvador, BA. Cozinheiro autodidata, inaugurou em 2022 o restaurante que tem o mesmo nome de seu apelido de infância, o Preto, no bairro de Pinheiros.
Sua culinária é autoral focada em técnicas ancestrais misturadas com alta gastronomia, que mistura componentes africanos, portugueses e indígenas.
Formado em direito, antes de se enveredar na culinária, foi executivo de multinacionais na lista das 500 maiores empresas do mundo.
Em 2022 foi indicado a Chef revelação pela Revista Veja, no mesmo ano recebeu o prêmio Taste and Fly, que premia os 10 melhores restaurantes inaugurados nesse ano.
Recentemente foi citado pela renomada WGSN, puxando a fila como hype na gastronomia, além de estar em 36° lugar, da lista da Revista Exame entre os 100 melhores restaurantes brasileiros, o Preto recebeu todos esses méritos, antes de completar um ano de vida.
amigos
A formação dos amigos se transforma em resposta aos interesses de cada artista residente. Veja os grupos de cada ciclo abaixo.
ciclo três DIEDRICK BRACKENS
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Ana Raylander Mártis dos Anjos
artista
Ana Raylander Mártis dos Anjos (n.1995) desenvolve projetos a longo prazo com foco em pesquisa. Ela procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e sua biografia, recorrendo com frequência aos saberes da educação e escrita. Suas obras se apresentam como texto, documento, instalação, vídeo, performance, escultura, fotografia e objetos. Tem particular interesse na sua origem afro-brasileira, no projeto moderno-colonial e na crítica institucional. Participou de inúmeras residências e bolsas de pesquisa em instituições como Ybytu (2026), coleção moraes-barbosa (2024), Museu de Arte da Pampulha (2024), Galeria Luis Maluf (2024), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2021) e Adelina Instituto (2019). Recebeu o Prêmio de Novos Artistas do Memorial Minas Gerais Vale (2024) e o Prêmio EDP de Residência do Instituto Tomie Ohtake (2018). Realizou projetos e comissionamentos para a 59th Carnegie International (2026), 36ª Bienal de São Paulo (2025), Sculpture Center (2025), Museu Mineiro (2024), Galeria Martins & Montero (2024), Galeria Cavalo (2024), Paço das Artes (2023), Pivô - Arte e Pesquisa (2020) e Centro Cultural São Paulo (2018). Tem textos publicados pelo MASP, Editora Fósforo, Jornal Nossa Voz, Centro Cultural São Paulo, Projeto Afro, MAM Rio e Museu Paranaense. Recentemente o seu trabalho foi incorporado ao acervo do MASP e Pinacoteca de São Paulo.
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Ariana Nuala
pesquisadora e curadora
Ariana Nuala (Recife, PE, 1993) é pesquisadora e curadora. Sua prática se desenvolve em diálogo com coletivos artísticos, abordando dinâmicas de poder, impermanência e diáspora, ao mesmo tempo em que articula estratégias corporais e escrita poética. É mestre em História da Arte pela UFPB, com a pesquisa MATAMUSEUMATA, que estabeleceu uma relação crítica entre o Quilombo do Catucá e a Oficina Francisco Brennand, investigando fricções entre memória, território e instituições. Também é bacharel em Artes Visuais pela UFPE, com experiências acadêmicas na UNAM (México) e no CLACSO.
Atualmente, é curadora no Instituto Tomie Ohtake, onde desenvolve exposições, programas públicos e projetos de pesquisa. É também curadora assistente da exposição Arquivo Afro Fotográfico Zumví, no Instituto Moreira Salles, e colabora com o projeto Visualizing Abolition, do Institute of the Arts and Sciences.
Anteriormente, atuou como chefe de Educação e Pesquisa (2023–2024) e curadora (2021–2023) da Oficina Francisco Brennand, além de ter coordenado o setor educativo do Museu Murillo La Greca (2018–2020). Foi curadora associada da 38ª edição do Panorama da Arte Brasileira e participou de uma residência no Institute for Postnatural Studies. Seu trabalho curatorial e crítico tem sido apresentado por meio de exposições, publicações, programas educativos e iniciativas de pesquisa desenvolvidas em colaboração com diversas instituições culturais no Brasil e no exterior.
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Foto: Marina Lima & Pablo Saborido
Cinthia Marcelle
artista
Cinthia Marcelle é formada em Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais. Transitando entre instalação, fotografia, vídeo, pintura, colagem e desenho, desenvolve um trabalho voltado para os sistemas conceituais que estruturam o mundo em seus aspectos políticos e culturais. Nesse contexto, os dados sociais ocupam um lugar central na concepção de suas obras, que frequentemente envolvem processos de elaboração coletiva. Considerando as diferentes experiências de estar no mundo, a artista se interessa pelo potencial transformador que emerge da organização e da desorganização das coisas, seja para questionar, seja para confrontar estruturas hegemônicas e relações de poder.
Realizou exposições panorâmicas no Museu Marta Herford de Arte (2023), no MACBA (2022) e no MASP (2022); e exposições individuais no Museu de Serralves (2025), no Wattis Institute (2018), na Modern Art Oxford (2017), no MoMA PS1 (2016) e na Secession (2014). Participou da 6ª Bienal de Kochi-Muziris (2025), da 15ª Bienal de Gwangju (2024), da 10ª Bienal de Berlim (2018), da 12ª Bienal de Sharjah (2015), da Trienal do New Museum (2012), da 13ª Bienal de Istambul (2013), da 29ª Bienal de São Paulo (2010), da 9ª Bienal de Lyon (2007) e da 9ª Bienal de Havana (2006).
Representou o Brasil na 57ª Bienal de Veneza (2017), ocupando o Pavilhão Brasileiro com a instalação Chão de Caça e o vídeo Nau/Now, realizado em coautoria com Tiago Mata Machado, recebendo uma Menção Honrosa. Foi premiada com o 1º Future Generation Art Prize (2010), o Prêmio Internacional de Performance de Trento (2006), Gasworks Programa Internacional de residência (2009), Very Real Time 1 Programa de Residência (2003) e a Bolsa Pampulha (2003). Em 2025, participa da 59ª edição da Carnegie International com um projeto comissionado.
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Gustavo Silvamaral
artista
A trajetória artística de Gustavo Silvamaral (1995, Brasília, Brasil) teve início na exploração da impermanência dos materiais, aproximando-o gradualmente da fusão entre pintura e escultura, o que resultou em uma tridimensionalidade pulsante da imagem. Inspirado pela pintura brasileira e norte-americana dos anos 1980, por videoclipes, histórias do cotidiano e por uma radicalidade formal, seu trabalho transita entre o efêmero e o eterno, o sensorial e o rigoroso. Em suas criações, abstração e figuração se encontram de forma natural, como reflexões contínuas sobre cor, composição e tempo, em que a pintura não se limita à imagem ou ao objeto, mas percorre um caminho infinitamente aberto.
Silvamaral combina materiais e referências culturais, rompendo convenções e desafiando a própria estrutura da pintura. Sua prática dissolve a separação entre pintura e escultura, revelando novas possibilidades de diálogo entre aquilo que se observa e aquilo que se sente. Seu trabalho propõe uma experiência expandida que se relaciona diretamente com o cotidiano. Em suas obras, a noção de moldura rígida é eliminada; ela passa a integrar a narrativa, tornando-se parte constitutiva da própria composição.
Suas criações exploram a escultura como uma extensão natural da pintura, sugerindo uma possível coexistência entre essas linguagens. Ao reinterpretar referências culturais e situações corriqueiras, Silvamaral revela camadas da cultura pop e da sociedade de consumo. Convida o espectador a um mergulho reflexivo na vida — constantemente em construção e movimento — onde arte e cotidiano se fundem e se transformam mutuamente. O artista busca desmaterializar a tradição técnica da pintura tal como a conhecemos, não para promover seu desaparecimento, mas para expandir os próprios limites da técnica.
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João Paulo Siqueira Lopes
Fundador e Diretor de Consultoria de Arte
João Paulo Siqueira Lopes é o fundador da Panorama Art Advisory. Com ampla experiência em arte moderna e contemporânea, sua atuação abrange curadoria, gestão de coleções, desenvolvimento de mercado e relações institucionais.
Em 2017, fundou a Art Consulting Tool, empresa pela qual coordenou 18 publicações e colaborou com artistas como Alfredo Jaar, Cecilia Vicuña e Cildo Meireles, além de curadores como Olga Viso, Julieta González e Gerardo Mosquera. Ele também contribuiu para diversas publicações da editora Phaidon, atuando tanto como autor quanto como curador.
João Paulo prestou consultoria em mais de 1.000 transações de obras de arte, prestando suporte a artistas que vão de Pablo Picasso, Barbara Kruger e Cecily Brown a grandes nomes brasileiros e latino-americanos, como Adriana Varejão, Olga de Amaral e Cildo Meireles, além de talentos emergentes como Issy Wood e Salman Toor. Ele desempenhou um papel fundamental na promoção do trabalho de Rubem Valentim, Dalton Paula e Maya Weishof, e intermediou a doação de obras de arte para o MASP e para o Centre Pompidou.
Anteriormente, foi Diretor Adjunto para a América Latina na Lisson Gallery, onde colaborou com Anish Kapoor, Daniel Buren e Carmen Herrera, além de ter organizado uma exposição de Sergio Camargo em Londres. Siqueira Lopes também atuou como Diretor Artístico da ArtRio e colaborou com a FIAC (Paris), Galerie Nathalie Obadia (Paris) e Gagosian Gallery (Nova York). Ele possui mestrado em Mercado da Arte (Art Business) pela L’École Internationale des Métiers de la Culture et du Marché de l’Art.
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Gabi Carrera
Lucas Albuquerque
curador
Lucas Albuquerque (n. 1996, São João de Meriti, RJ) vive e trabalha entre Rio de Janeiro e São Paulo, Brasil. É bacharel em História da Arte e mestre em Processos Artísticos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Como curador, possui interesse na aproximação entre arte, ecologia e tecnologia, investigando práticas e epistemologias oriundas do Sul Global.
Foi coordenador curatorial da Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro), promovendo diálogos entre seu acervo e a arte contemporânea. Como curador do programa de residências artísticas do Instituto Inclusartiz (Rio de Janeiro), trabalhou estabelecendo conexões com artistas e pesquisadores entre Brasil e Reino Unido (Delfina Foundation), França (Frac Bretagne), Espanha (Homessessions) e Holanda (Rijksakademie).
Entre suas exposições, destacam-se: Transe (2025), seção curada vinculada à SP–Arte Rotas (São Paulo); Save and Continue (2025), na Galerie Imane Farès (Paris, França); Rosana Paulino: Novas Raízes (2024), na Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro); Whispers from the South (2023), na Lamb Gallery (Londres); Ustão (2023) e Ultramar (2023), na Casa Museu Eva Klabin; O Sagrado na Amazônia (2023), com Paulo Herkenhoff, no Instituto Inclusartiz; além de outras individuais e coletivas. Foi curador de residências artísticas sediadas no Instituto Inclusartiz, no Museu do Amanhã e na Galeria Aymoré.
Como crítico de arte, já escreveu para revistas e plataformas como ArtForum, seLecT, Amarello, SP–Arte e ArtRio, assim como para jornais e artigos acadêmicos.
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Photo: Levi Fanan
Renato Menezes
historiador da arte e curador
Renato Menezes é historiador da arte e curador. Doutorando em história e teoria da arte pela EHESS (Paris) e curador da Pinacoteca de São Paulo, onde realizou exposições como J. Cunha: corpo tropical, Entre a cabeça e a terra: arte têxtil tradicional africana, Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil, Trabalho de carnaval e Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio.
ciclo dois WILLA WASSERMAN
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Foto: Cintia Antunes
Amara Moira
escritora
Amara Moira é travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp (com tese sobre o "Ulysses", de James Joyce) e autora dos livros "E se eu fosse puta" (n-1 edições, 2023), onde escreve sobre suas experiências como trabalhadora sexual, e "Neca: romance em bajubá" (Companhia das Letras, 2024), um romance inteiramente escrito na língua de resistência da comunidade travesti. Além disso, ela foi coordenadora do Museu da Diversidade Sexual em São Paulo, onde atualmente reside.
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Foto: Eduardo Ortega
Anderson Borba
artista
A prática de Anderson Borba (Santos, Brasil, 1972) torce e amplia as possibilidades materiais e conceituais da madeira, em totens autônomos ou relevos de parede pendurados. Visando a ambiguidade textural, o artista colore suas peças com óleos e vernizes, reveste-as com colagens de imagens distorcidas, cobre-as com ranhuras e entalhes e queima as superfícies dos volumes. Um traço distintivo na abordagem de Borba é a síntese de técnicas tradicionais e modos contemporâneos de expressão, como imagens manipuladas digitalmente. Orientando-se tanto pelos cânones da história da arte da escultura quanto pelos artesãos autodidatas do interior do Brasil, a abordagem processual do artista leva a abstrações táteis que desencadeiam alusões corporais à medida que circulamos o espaço ao redor delas, mudando nossa percepção de proporção, massa e forma. Ao desequilibrar as distinções entre matéria e imagem, os objetos de Borba adquirem uma aura animista e conotações rituais travessas.
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Bernardo Carvalho da Silveira
Dobra Gallery e Leilão Design
Sócio da Dobra Gallery e da Leilão Design, a primeira casa de leilões do Brasil especializada em design. Focado no desenvolvimento de projetos que conectam pessoas, economia criativa e inovação.
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Foto: Matthieu Croizier / La Becque
Diambe
artista
Com base em São Paulo, Diambe graduou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Université Sorbonne Nouvelle, e possui mestrado em Artes Cênicas pela UFRJ. Sua produção é caracterizada pelo uso de materiais vivos, com recorrência de tecidos, raízes alimentares amefricanas, gravuras e coreografias que entrelaçam arquitetura e movimento espontâneo em elaborações plurais.
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Gabriel Keenan
Dobra Gallery e Leilão Design
Gabriel Keenan é sócio da Dobra Gallery e da Leilão Design – a primeira casa de leilões do Brasil especializada em design – onde atua desde 2023. Anteriormente, colaborou com importantes galerias de arte de São Paulo, como Millan e Gomide&Co. É especialmente interessado em criar conexões entre o design moderno e a arte contemporânea.
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Foto: Ding Musa
Jessica Cinel
colecionadora e filantropa
Jessica Luciano Cinel (n. 1992) é graduada em Negócios Internacionais pela European Business School (EBS), em Londres, com especialização em Francês e Empreendedorismo, e possui mestrado em Arte do Leste Asiático pelo Sotheby’s Institute of Art. Por mais de uma década, construiu sua carreira na interseção entre arte, gestão e inovação. De 2020 a 2022, atuou como diretora do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), onde liderou iniciativas que elevaram significativamente a visibilidade da instituição no cenário da arte contemporânea. Desde 2023, ocupa a posição de Studio Manager para artistas contemporâneos de destaque, supervisionando operações de estúdio, coordenando projetos de grande escala e gerenciando o planejamento estratégico. Em outubro de 2024, foi nomeada para o Conselho Internacional do Palais de Tokyo, em Paris, contribuindo para a direção estratégica de uma das principais instituições dedicadas à arte contemporânea global.
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Juliana Frontin
artista
Juliana Frontin é artista visual e mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Frontin explora o som em suas diversas dimensões e extensões no tempo/espaço. Seus trabalhos tratam da contenção do som e ao mesmo tempo dos seus transbordamentos, do volume no espaço e suas possibilidades escultóricas e visuais.
Sua prática investiga como o som não apenas ocupa o espaço, mas também o define e o transforma. A relação entre pintura e objeto é central em seu trabalho, tratando o som como algo físico, sujeito tanto à contenção quanto à expansão. Temas recorrentes incluem a ideia de espaço parcial, a tensão entre presença e ausência e o equilíbrio entre o visível e o invisível, o audível e o inaudível. Ao considerar o som como algo que pode ser contido no tempo e no espaço, Frontin desafia a noção de efemeridade sonora, criando experiências que envolvem corpo, arquitetura e silêncio.
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Luiza Calmon
sócia — Fortes D’Aloia & Gabriel
Luiza Calmon é formada em Design pela PUC-Rio e iniciou sua carreira na moda, posteriormente transitando para o mundo das artes visuais. Trabalhou na ArtRio antes de se juntar à Fortes D’Aloia & Gabriel em 2017, onde atualmente é sócia e diretora. Baseada em São Paulo e envolvida em projetos ao redor do mundo, colabora de perto com artistas, colecionadores e instituições, fomentando relações de longo prazo e desenvolvendo exposições e uma ampla gama de projetos, com especial interesse em construir conexões entre o Brasil e o cenário artístico internacional.
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Marina Woisky
artista
Marina Woisky (1996, São Paulo, Brasil) utiliza imagens de objetos decorativos e de ornamentos com representações orgânicas como substrato para sua produção. Distorcidas, deslocadas e comprimidas por sucessivas transposições materiais e pela passagem do tempo, essas imagens são transformadas pela artista em animais e paisagens extraordinários e quiméricos, apresentados em obras que se posicionam no limiar entre a bi e a tridimensionalidade. Com isso, a artista aborda a representação, problema fundamental das artes e noções de gosto, assim como o próprio estatuto imagético na sociedade contemporânea.
Woisky é formada em Artes Visuais pela UNESP, São Paulo (2016—2021) e atualmente cursa o mestrado em Artes (2025—). Em 2023, realizou a exposição individual Pedras e bichos d’água na Millan, São Paulo, e participou da coletiva Contra-Flecha: Arqueia mas não quebra, na Almeida & Dale, também em São Paulo. Em 2024, apresentou a exposição individual Through The Garden Bars na L.U.P.O em Milão, Itália, e integrou o 38ºPanorama da Arte Brasileira, com curadoria de Germano Dushá, Thiago de Paula Souza e Ariana Nuala, organizado pelo MAM São Paulo no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP). Em 2025, foi nomeada como um dos destaques do ArtReview Future Greats e participou da exposição coletiva Till the cows come home na Banquet Gallery, Milão, Itália.
ciclo um PRECIOUS OKOYOMON
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Photo: Natalia Chagas
Aline Motta
artista
Com sua prática artística, Aline Motta (n. 1974, Niterói, Brasil) busca apontar e preencher as lacunas de sua própria história familiar, resultado do apagamento colonial. Seus vídeos, fotografias, instalações e performances partem de estudos especulativos que misturam pesquisa de arquivo, viagens de campo e relatos de história oral, que utiliza para acessar, nutrir e revelar partes do passado antes consideradas perdidas. Recusando a organização linear do tempo e entendendo o passado como parte do presente, Motta cria obras que reorientam memórias e constroem novas narrativas. Ao refletir sobre noções de diáspora, pertencimento e identificação, ela reconfigura as relações afro-atlânticas a seu modo, posicionando-se como autora de sua própria história. Ao borrar as fronteiras entre o que é conhecido e o que é imaginado, os trabalhos de Motta demonstram como vislumbrar novos passados pode nos libertar de velhas narrativas e manifestar novos futuros.
Suas exposições individuais incluem: Brésil et Afrique, une histoire partagée (2024, Fondation Dapper, Ilha de Gorée – Senegal), Sala de vídeo: Aline Motta (2022, MASP, São Paulo – Brasil), Screen Series (2021, New Museum, Nova York – Estados Unidos) e Aline Motta: memória, viagem e água (2020–2021, Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro – Brasil). Motta participou de exposições coletivas e projetos colaborativos como a Stellenbosch Triennale (2025, Stellenbosch – África do Sul), a Trondheim International Biennale (2025, Trondheim – Noruega), a Bienal de Sharjah (2023, Emirados Árabes Unidos) e a Bienal de São Paulo (2023, São Paulo – Brasil). Além disso, seus trabalhos já foram exibidos no MoMA (Nova York – Estados Unidos), Centre Pompidou-Metz (Metz – França), MALBA (Buenos Aires – Argentina), Centro Cultural Kirchner (Buenos Aires – Argentina) e no festival Rencontres de la Photographie (Arles – França). Seu livro A água é uma máquina do tempo foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura em 2023.
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Ana Varella
artist liaison na Mendes Wood DM
Ana Varella é bacharel e mestre em História da Arte pela University College London. Trabalhou na Marian Goodman Gallery, em Nova York, e na Fortes D’Aloia & Gabriel, em São Paulo, com foco em relações com artistas e projetos institucionais. Nos últimos dois anos, integrou a equipe da Mendes Wood DM como Diretora Associada. Tem interesse em construir conexões significativas entre artistas, instituições e audiências.
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Béco Dranoff
produtor musical
Ativo como diretor artístico, produtor e criativo no setor de música e entretenimento há mais de 30 anos, Béco Dranoff idealiza e desenvolve projetos e conteúdos de reconhecimento internacional. Sua tripla cidadania (EUA/Brasil/Europa) e ampla expertise o posicionam como produtor global de projetos musicais e de entretenimento. Dranoff participou de projetos indicados ao Grammy e ao Oscar, além de ter fundado um selo musical e atuado nas áreas de direção artística, produção musical, curadoria de festivais, documentários, supervisão musical de cinema/TV, produção de eventos corporativos e de marcas, e rádio online. Seus projetos notáveis incluem a cofundação do selo Ziriguiboom, a assinatura e coprodução de álbuns da artista multi-indicada ao Grammy Bebel Gilberto, as compilações beneficentes Red Hot + Rio, o documentário e a série de TV Beyond Ipanema. Seus créditos em supervisão musical incluem o documentário indicado ao Oscar How To Survive a Plague (dir. David France) e Next Stop Wonderland (dir. Brad Anderson). Dranoff desenvolveu projetos especiais com artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, David Byrne, Angélique Kidjo e Margareth Menezes, além de realizar consultoria e curadoria musical para eventos e marcas de alto nível. Após 32 anos baseado em Nova York, Dranoff mudou-se para São Paulo em 2021 para lançar a Brasil Discos, uma nova plataforma musical voltada à produção e promoção de artistas brasileiros contemporâneos.
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Bernardo Carvalho da Silveira
Dobra Gallery e Leilão Design
Sócio da Dobra Gallery e da Leilão Design, a primeira casa de leilões do Brasil especializada em design. Focado no desenvolvimento de projetos que conectam pessoas, economia criativa e inovação.
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Gabriel Keenan
Dobra Gallery e Leilão Design
Gabriel Keenan é sócio da Dobra Gallery e da Leilão Design – a primeira casa de leilões do Brasil especializada em design – onde atua desde 2023. Anteriormente, colaborou com importantes galerias de arte de São Paulo, como Millan e Gomide&Co. É especialmente interessado em criar conexões entre o design moderno e a arte contemporânea.
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Hélio Menezes
curador
Hélio Menezes (1986) é antropólogo e curador independente. Menezes foi diretor do Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, em São Paulo, até junho de 2025. Atuou como cocurador da 35ª Bienal de São Paulo ao lado de Manuel Borja-Villel, Grada Kilomba e Diane Lima, e anteriormente trabalhou como curador no Centro Cultural São Paulo. Em 2021, organizou uma grande exposição da memorialista afro-brasileira Carolina Maria de Jesus no Instituto Moreira Salles, em São Paulo; e em 2018, ao lado de Adriano Pedrosa, Ayrson Heráclito, Lilia Moritz Schwarcz e Tomás Toledo, cocurou a exposição Histórias Afro-Atlânticas no Museu de Arte de São Paulo e no Instituto Tomie Ohtake. A mostra explorou a cultura negra brasileira por meio de mais de 450 obras de artistas atuantes do século XVI ao XXI.
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Foto: Ding Musa
Jessica Cinel
colecionadora e filantropa
Jessica Luciano Cinel (n. 1992) é graduada em Negócios Internacionais pela European Business School (EBS), em Londres, com especialização em Francês e Empreendedorismo, e possui mestrado em Arte do Leste Asiático pelo Sotheby’s Institute of Art. Por mais de uma década, construiu sua carreira na interseção entre arte, gestão e inovação. De 2020 a 2022, atuou como diretora do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), onde liderou iniciativas que elevaram significativamente a visibilidade da instituição no cenário da arte contemporânea. Desde 2023, ocupa a posição de Studio Manager para artistas contemporâneos de destaque, supervisionando operações de estúdio, coordenando projetos de grande escala e gerenciando o planejamento estratégico. Em outubro de 2024, foi nomeada para o Conselho Internacional do Palais de Tokyo, em Paris, contribuindo para a direção estratégica de uma das principais instituições dedicadas à arte contemporânea global.
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Jonathas de Andrade
artista
A fotografia, o vídeo e a instalação possuem papel central na produção do artista alagoano Jonathas de Andrade (n. 1982, Maceió, Brasil). Sua pesquisa muitas vezes envolve o diálogo com comunidades que participam da construção dos trabalhos, ampliando o alcance de vozes constantemente marginalizadas. Partindo do compromisso de costurar ficção e o documental, e em um constante exercício de reescrita da história, Jonathas busca nessa reinvenção a construção de alegorias e narrativas poéticas, que por sua vez funcionam como ferramentas potentes de questionamento das construções de gênero, classe e raça enraizadas na estrutura sociocultural brasileira.
"Penso que a existência artística, que não é privilégio dos artistas de profissão nem garantia a todos eles o tempo todo, tem a ver com um estado de atenção e emergência (...), além de uma disposição estética para a vida. Neste sentido, aquilo que trata a arte como campo isolado acaba interessando pouco. (…). Sinto força na arte pela capacidade de gerar energia em absoluta contradição e desordem dentro de um sistema; pela habilidade de tomar os xeques mates como impulso para o movimento e a transformação e não como emboscadas sem volta".
Jonathas de Andrade vive e trabalha em Recife, Brasil. Entre suas exposições individuais estão: L’art de ne pas être vorace, Commanderie de Peyrassol, Flassans-sur-Issole, França (2025); Le syndicat des olympiades, La Galerie – Centre d’Art Contemporain de Noisy-le-Sec, Noisy-le-Sec, França (2024); Olho-Faísca, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), Lisboa, Portugal (2023); O rebote do bote, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil (2022); Staging Resistance, Fotografiemuseum Amsterdam (Foam), Amsterdã, Países Baixos (2022); Jonathas de Andrade: One to One, Museum of Contemporary Art Chicago (MCA), Chicago, EUA (2019); Visões do Nordeste, Museo Jumex, Cidade do México, México (2017); O peixe, New Museum, Nova York, EUA (2017); Convocatória para um mobiliário nacional, Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo, Brasil (2016); e Museu do Homem do Nordeste, Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, Brasil (2014).
Participou de importantes bienais, incluindo: 59ª Bienal de Veneza, Itália (2022); 13ª e 10ª Bienal de Sharjah, Emirados Árabes Unidos (2017 e 2011); 32ª e 29ª Bienal de São Paulo, Brasil (2016 e 2010); 12ª e 16ª Bienal de Istambul, Turquia (2011 e 2019); The Ungovernables – New Museum Triennial, Nova York, EUA (2012); 12ª Bienal de Lyon, França (2013); e 32º Panorama da Arte Brasileira, São Paulo, Brasil (2011).
Entre suas exposições coletivas estão: Histórias LGBTQIAP+, Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo, Brasil (2024); Avant l’orage, Bourse de Commerce – Pinault Collection, Paris, França (2023); Penumbra, Fondazione In Between Art Film, Veneza, Itália (2022); L’art d’apprendre. Une école des créateurs, Centre Georges Pompidou-Metz, França (2022); À Nordeste, Sesc 24 de Maio, São Paulo, Brasil (2019); e Under the Same Sun: Art from Latin America Today, Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, EUA (2014).
O trabalho de De Andrade integra importantes coleções institucionais, incluindo: Centre Georges Pompidou, Paris, França; Museo del Barrio, Nova York, EUA; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNCARS), Madri, Espanha; Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, EUA; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, EUA; e Tate Modern, Londres, Reino Unido, entre outras.
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Photo: Fernando Laszlo
Lenora de Barros
artista
Artista visual e poeta, Lenora de Barros iniciou sua carreira na década de 1970. Formada em Linguística pela Universidade de São Paulo, suas primeiras obras podem ser colocadas no campo da "poesia visual", associada à poesia concreta da década de 1950. Em 1983, publicou o livro de poemas Onde Se Vê. Alguns deles dispensavam o uso de palavras, sendo construídos como sequências fotográficas de atos performáticos. No mesmo ano, participou com poemas visuais em videotexto da 17ª Bienal de São Paulo. Desde então, Lenora construiu uma poética marcada pelo uso de diversas linguagens: vídeo, performance, fotografia, instalação sonora e construção de objetos.
Em 1990, mudou-se para Milão, na Itália, onde permaneceu por um ano, momento em que realizou sua primeira exposição individual, Poesia É Coisa de Nada, na Galeria Mercato del Sale. Na mostra, inaugurou a série de trabalhos Ping-Poems ao espalhar cinco mil bolas de ping-pong no chão da galeria com a frase-título impressa. Entre 1993 e 1996, assinou uma coluna experimental no Jornal da Tarde, em São Paulo, intitulada ... umas. Nesse espaço nasceram obras e ideias que se transformariam em vídeos e fotoperformances autônomas ao longo dos próximos anos. Em 2013, as 65 colunas e 2 vídeoperformances foram exibidas pela primeira vez na Casa Laura Alvim, no Rio de Janeiro, e em 2014 foram apresentadas no Pivô, em São Paulo.
Em 2017, participou da exposição Mulheres Radicais: Arte Latino-Americana, 1960-1985, curada por Cecilia Fajardo-Hill e Andrea Giunta no Hammer Museum, em Los Angeles, e no Brooklyn Museum, em Nova York (2018). A mostra seguiu para a Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2018. Suas exposições coletivas e individuais mais importantes incluem Lenora de Barros: To See Aloud, no Badischer Kunstverein (Karlsruhe, Alemanha, 2025); Não Vejo a Hora [I Can’t Wait], na Gomide&Co (São Paulo, 2023), sua participação na 59ª Biennale di Venezia – The Milk of Dreams (Veneza, 2022), Lenora de Barros: minha língua, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2022), RETROMEMÓRIA, no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP (2022), Tools for Utopia: Selected works from the Daros Latinamerica Collection, no Kunstmuseum Bern (Berna, 2020), ISSOÉOSSODISSO, na Oficina Cultural Oswald de Andrade (São Paulo, 2016), 4ª Bienal de Arte Contemporânea de Thessaloníki (Grécia, 2013), 11ª Bienal de Lyon (França, 2011), além da participação na 17ª, 24ª e 30ª edições da Bienal de São Paulo (1983, 1998 e 2012).
Sua obra faz parte de importantes coleções de museus e instituições como o Hammer Museum, Los Angeles; o Museo de Arte Contemporáneo de Barcelona – MACBA; a Daros Latinamerica Collection, em Zurique; o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madrid; o Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM-SP; da Pinacoteca de São Paulo; do Bronx Museum of the Arts, em Nova York; do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC-USP, entre outros.
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Photo: Flavio Freire
Mônica Ventura
artista
Mônica Ventura (n. 1985, São Paulo, Brasil) é uma artista visual e designer, formada em Desenho Industrial pela FAAP, e mestre em Poéticas Visuais (PPGAV) pela ECA-USP, cujo trabalho investiga as complexas intersecções entre o feminino e a racialidade. Através de uma pesquisa aprofundada, a artista resgata e reinterpreta elementos culturais pré-coloniais como a arquitetura e as técnicas de trabalho manuais dos povos afro-ameríndios. Para Ventura, esse mergulho em saberes ancestrais é uma forma de reconexão pessoal. "A ancestralidade é uma chave para lembrarmos de quem somos e de seguir se desvinculando do plano colonizador que visa polir a individualidade", explica.
Sua prática multidisciplinar abrange vídeo, escultura e pintura, permitindo-lhe transitar entre o espiritual e o concreto, e dar voz às experiências multifacetadas das mulheres negras, com um olhar que combina força e a delicadeza do feminino. Ao desafiar o formalismo estético, Ventura cria um "belo ruído organizado", que convida o público a refletir sobre identidade, memória e poder.
Mônica Ventura vive e trabalha em São Paulo, Brasil. Dentre suas exposições individuais, figuram: Mônica Ventura: Daqui um Lugar, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2025) em São Paulo, Brasil; A Noite Suspensa ou o que posso aprender com o Silêncio, no Instituto Inhotim (2023) em Brumadinho, Brasil e O Sorriso de Acotirene, no Centro Cultural São Paulo (2018), São Paulo, Brasil. Participou de importantes exposições coletivas em museus e instituições, como: Cantando Bajito (Incantations), na Ford Foundation (2024), em Nova York, EUA; Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira, no Centro Cultural Banco do Brasil (2023) em São Paulo, Brasil; Brasil Futuro: Formas da Democracia, no Museu da República (2023), Brasília, Brasil; Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros, no Instituto Moreira Salles (2021), em São Paulo, Brasil; Enciclopédia Negra, na Pinacoteca de São Paulo (2021), em São Paulo, Brasil; e Histórias Feministas, no Museu de Arte de São Paulo (2019), em São Paulo, Brasil. Seu trabalho integra também as coleções do Instituto Inhotim, em Brumadinho, Brasil, e da Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brasil.